21/11/09

Roberto Carlos - Do Fundo do Meu Coração



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Mazé Silva
Colaboradora do Splish Splash

20/11/09

O homem que regeu Detalhes 2.500 vezes


A batuta do maestro Eduardo Lages, de 62 anos, acompanha o Rei há 31 anos
Jotabê Medeiros

Esta noite, à frente de 35 músicos no palco do Ibirapuera, um distinto senhor de bigodes tingidos fará aquilo que se habitou a fazer há mais de três décadas: com discrição, balanceará os diferentes elementos que, ao longo de mais de duas horas, conduzem a plateia até o encontro final com o seu ídolo.

O maestro, pianista, contrabaixista, violonista e baterista carioca Eduardo Lages faz as contas e conclui: em 31 anos ao lado do Rei, já regeu pelo menos 2.500 vezes um dos seu clássicos, Detalhes, que nunca pode faltar no repertório. "De jeito nenhum. Sempre tem que ter Detalhes. Eu já fiz uns dez arranjos diferentes para a música", confidencia.

Lages é o homem de confiança de Roberto Carlos. Ele escolhe o repertório - claro que só após a anuência do cantor. "Digamos que Roberto tem cem grandes sucessos na boca do povo. Falando objetivamente, minha função é fazer um rodízio, selecionando 14 ou 15 músicas desse lote para o rodízio. Algumas delas são fixas, nunca podem ficar de fora", explica.

O maestro diz que não adianta inventar muito. "A expectativa do público é ouvir aquelas canções do jeito que conhecem, do jeito que se lembram delas", conta. Ultimamente, portanto, Lages tem se dedicado mais à criação do show do que aos arranjos. É ele também o responsável pelo projeto Rock Symphony, que vai colocar bandas e artistas como Jota Quest, Skank, O Rappa, Marcelo D2, NXZero e Erasmo Carlos interpretando sucessos de Roberto. Esse concerto deveria ocorrer em setembro, mas por conta da intensificação da agenda do Rei, deve ficar para o início da semana que vem.

Eduardo Lages começou a estudar piano clássico aos 4 anos. Aos 13, após um acidente, teve de abdicar da carreira de solista e interromper os estudos de música clássica, e foi aí que acabou seduzido pelo cancioneiro popular. Era maestro da Rede Globo quando começou a trabalhar com Roberto. Ficou uns dez anos nos dois empregos. Ao mesmo tempo, fazia também trabalhos para outros artistas, projetos que uniam MPB e orquestra. Assim, trabalhou para Elba Ramalho, Ivan Lins, Frejat, Gil, Daniela, Ivete, João Bosco. Há alguns anos, começou a lançar discos. O primeiro, só com músicas de Roberto, chegou a disco de platina.

estadao.com.br
CADERNO2
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Carmen Augusta
Colaboradora do Splisg Splash

Fernando Mendes - Prece ao vento


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Mazé Silva
Colaboradora do Splish Splash


Artista recria cenas de filmes com fita adesiva

O artista ucraniano Mark Khaisman, de 51 anos, descobriu como unir seu trabalho à sua paixão pelo cinema: ele recria cenas de seus filmes favoritos usando apenas fita adesiva.




Anjo do Mal 1953


Sobrepondo pedaços do material e, depois, aplicando-os sobre um painel iluminado, ele recria os efeitos de luz e sombra de cada cena.




Cenas com fita


Khaisman, que é radicado na Filadélfia, nos Estados Unidos, chega a usar até cem metros de fita e passa em média uma semana para realizar cada quadro.




Cenas com fita


Clássicos do cinema noir (como "O Anjo Mau") e filmes de suspense ("Os 39 Degraus", de Alfred Hitchcock) são seus favoritos, mas ele também faz retratos de pessoas e objetos com o mesmo material.



De Hichcock Os Tinta Degraus 1935

Cada obra sua é vendida por até US$ 10 mil.






Lauren Bacall em Prisioneiro do Passado 1947



BBC
Brasil


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Carmen Augusta
Colaboradora do Splish Splash

19/11/09

Show RC Mineirinho


Amigos, ainda tomada pela emoção e agora já "descendo das nuvens" venho aqui relatar as emoções do show do REI em BH!

FOI LIIINDOOOO!!!!!!!!!!

Eu curti cada segundo deste show, e estando na PRIMEIRA fila, hummm que chic!!! Foi muito gostoso estar ali, frente a frente com meu amor... Ele estava lindo, sensual.

Sempre romântico, atencioso com seus fãs. Quando ele entra no palco e começa a cantar, podemos perceber que ele está com problemas no retorno, a todo momento ele mexe no ponto e dá sinais para o Maestro e os técnicos de som. Foi necessário uma parada de alguns minutos para ajuste do som, mas nada tirou o brilho e a beleza deste show maravilhoso.

Desta vez não entrei no camarim, sniiiiiifffffffff!!!!! Mas também não posso reclamar, já entrei duas vezes em menos de um ano, rs. Mas é que ele vicia. Uma vez estando perto dele, podendo abraçar, beijar queremos pra sempre. Mas em compensação ganhei uma rosa com direito a beijinho e um olhar que só ele sabe dar, rsrsrs

Por falar em rosa, eu sempre tive muito medo de me enfiar no meio daquele tumulto, mas estando ali, na primeira fila pensei, eu vou, assim fico na frente e com certeza ganho uma. Genteeeeee, quase morri de medo, as pessoas me apertando contra o palco... aiiii meu Deus! Não tinha jeito de sair... Passei uns momentos não muito agradáveis. Bem, agora pra ganhar rosa só se RC mandar me entregar, rsrsrsrs... Não me arrisco mais!!

Mas enfim, adorei. Só tenho que agradecer a Deus por este privilégio! Abaixo a reportagem do Jornal Estado de Minas.

"Não foi fácil chegar neste sábado ao Mineirinho para o show de Roberto Carlos. Além do show, tinha jogo no Mineirão e espetáculo do Cirque du Soleil, o que deixou o trânsito caótico, com vários carros estacionados em cima do passeio e pessoas correndo a pé para chegar a tempo e assistir a apresentação de 50 anos de carreira do Rei. Mas todo esforço valia a pena. Afinal de contas, era o Rei.

A plateia lotou o Mineirinho. Na arquibancada, tinha gente até na parte de trás do palco. O que valia era ver Roberto Carlos ao vivo, mesmo que fosse de costas. E tinha fãs de todos os tipos. Mulheres de longo e salto alto, como se estivessem indo para uma festa de gala, outras com camisetas que estampavam o rosto de Roberto Carlos, faixas no cabelo com o nome do cantor, sem contar nas inúmeras pessoas que se vestiram de azul em homenagem ao cantor, afinal de contas, é sua cor preferida.

As mulheres eram a maioria, mas também havia muitos homens. E muitas, mas muitas câmeras digitais. Todo mundo queria sair daquela noite com uma lembrança, uma imagem do show de Roberto Carlos.


O Maestro Eduardo Lages entra no palco e comanda um Karaokê gigante, fazendo todos cantarem a música "como é grande o meu amor por você"!

E foram "tantas emoções"... Roberto Carlos entrou com um ar tranquilo e sereno, com cara de quem está apaixonado e que em nada lembra a fase deprimida que viveu. Cantou seus principais sucessos acompanhado por uma banda de primeira e instrumentos de cordas da Orquestra de São Paulo.

A única coisa que o incomodou de verdade e não deixou a noite ser perfeita foi um problema técnico no fone de ouvido. Em quase todas as músicas, Roberto Carlos tentava ajustar o volume e acabava tirando o fone e cantando sem retorno mesmo, o que, diga-se de passagem, não interferiu em nada a performance e a afinação do cantor. Por causa do problema, ele chegou inclusive a interromper o show por alguns minutos, o que deixou a plateia um pouco ansiosa, gritando "Roberto Carlos, cadê você, eu vim aqui só pra te ver". Ele voltou ao palco sem solucionar o problema no fone e continuou a apresentação sem deixar a peteca cair.

Dentre os momentos mais emocionantes, vale destacar a música "Emoções", que abriu o show em grande estilo e fez o público cantar de pé, "Detalhes", momento em que Roberto Carlos pegou o violão e cantou quase sem acompanhamento da banda, e o pout-pourri da Jovem Guarda, momento mais animado e dançante.

Uma parte do show foi dedicada às músicas românticas, com direito até a uma coreografia mais "sensual" em "Mulher Pequena". Também não faltaram comentários mais nostálgicos relembrando a carreira, e uma homenagem à cidade natal, Cachoeiro do Itapemirim. Para terminar, Roberto Carlos cantou "Como é grande o meu amor por você", "É preciso saber viver" e "Jesus Cristo", a última canção da noite que foi seguida pela já famosa distribuição de flores para a plateia."


Con
Colaboradora do Splish Splash

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NOTA DO SPLISH SPLASH:
Por intermédio de Lilian Rocha, o Splish Splash conseguiu uma foto com um grande plano da primeira fila da plateia onde podemos ver a Con e a Rosangela com as suas apaixonadas expressões estampadas no rosto.

O delírio robertocarleano!

Fã de Roberto Carlos prometeu e cumpriu – 15 dias e 15 noites à porta do Cassino Hotel Conrad no Uruguai

O fã Francisco José mais morto que vivo. Pudera!

Francisco José não arredou pé

Na sequência da reportagem da nossa Enviada Especial Lilian Rocha aqui publicada no passado dia 30 de Outubro, sob o título “Fã de Roberto Carlos está à porta do Cassino do Hotel Conrad, no Uruguai, para assistir a show que se realiza daqui 15 dias”, e na qual noticiamos que um fã incondicional do Rei Roberto Carlos teria viajado do Brasil até ao Urugual para se postar à porta do Cassino do Hotel Conrad desde o dia 29 de Outubro até ao dia 13 de Novembro, data em que ocorreu o show daquele cantor/compositor, mantivemo-nos atentos ao evoluir da situação do referido fã crentes que o mesmo não iria suportar tantos dias de espera.

Cassino Hotel Conrad em Punta Del Este - Uruguai


Se da primeira vez Francisco José se mostrou relutante em dar entrevistas aos órgãos da comunicação social, abrindo apenas uma excepção à nossa Enviada Especial, desta vez, no dia do show tal relutância foi geral, já que o fã decidiu pura e simplesmente remeter-se ao silêncio e ao que parece nem mesmo Adriana Galisteu conseguiu os seus intentos.


A nossa Enviada Especial, Lilian Rocha, junto à limusine que lhe foi oferecida
pelo Splish Splash para melhor cumprir a sua missão jornalistica


Porém, a nossa Enviada Especial a Punta Del Este, que sabia que não podia regressar ao Brasil de mãos a abanar sem apresentar no Splish Splash uma reportagem por pequena que fosse sobre o assunto, conseguiu mais uma vez a troco de uns CDs, DVDs e fotos de Roberto Carlos, convencer o fã Francisco José a deixar-se fotografar mesmo em frente ao hall de las estrelas, meio dormindo, quiçá vencido pelo cansaço de 15 dias e 15 noites de espera pelo show do seu mais que tudo Roberto Carlos.

Só mesmo fãs de Roberto Carlos são capazes de tudo pelo seu ídolo.

Lilian Rocha
Enviada Especial do Splish Splash

Conrad Punta del Este comemora 12 anos com show de Roberto Carlos

O brinde dos 12 executivos do Conrad, na comemoração pelos 12 anos do estabelecimento


Conrad Punta Del Este Resort & Cassino completou este mês 12 anos, e comemorou a ocasião no último dia 13 de novembro com mais de 1.500 clientes preferenciais, celebridades e convidados da Argentina, Brasil, Chile e Uruguai. A festa contou com um coquetel e uma apresentação exclusiva do cantor Roberto Carlos.

Os convidados foram recepcionados pelo comitê executivo do Conrad – liderando o grupo Jorge Serna, vice-presidente e gerente geral do resort, e a diretora de marketing, Silvina Luna – que os recebia nos salões Punta Del Este e Montecarlo, decorado e iluminado em azul, a cor do resort e a favorita do rei. Jogos de luzes, 600 metros de faixas decorativas suspensas, recantos com poltronas vitorianas e candelabros compunham o ambiente da comemoração mais que especial.

Roberto carlos foi uma das atrações da noite

Estavam presentes celebridades como Adriane Galisteu, Carol Castro, Mário Frias e Mila Moreira, além de personalidades da América Latina como os chilenos Celine Reymond e Marko Zaror, e os argentinos Juan Darthés, Verónica Varano, Liz Solari, Florência Ortiz, Gabriela Sári, Maby Wells, Claudia Albertario, Graciela Alfano e Roberto Giordano.

18-11-2009

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Matéria gentilmente enviada por Lilian Rocha, amiga do Splish Splash
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NOTA DO SPLISH SPLASH:
Na sequência da reportagem da nossa Enviada Especial Lilian Rocha publicada no Splish Splash sob o título “Fã de Roberto Carlos está à porta do Cassino do Hotel Conrad, no Uruguai, para assistir a show que se realiza daqui 15 dias”, a mesma enviou-nos nova reportagem acerca do referido fã.

Saiba tudo no post seguinte.

Roberto Carlos emociona público em show dos 50 anos de carreira


Silvia Dalben - Portal UAI

Não foi fácil chegar neste sábado ao Mineirinho para o show de Roberto Carlos. Além do show, tinha jogo no Mineirão e espetáculo do Cirque du Soleil, o que deixou o trânsito caótico, com vários carros estacionados em cima do passeio e pessoas correndo a pé para chegar a tempo e assistir a apresentação de 50 anos de carreira do Rei. Mas todo esforço valia a pena. Afinal de contas, era o Rei.

A plateia lotou o Mineirinho. Na arquibancada, tinha gente até na parte de trás do palco. O que valia era ver Roberto Carlos ao vivo, mesmo que fosse de costas. E tinha fãs de todos os tipos. Mulheres de longo e salto alto, como se estivessem indo para uma festa de gala, outras com camisetas que estampavam o rosto de Roberto Carlos, faixas no cabelo com o nome do cantor, sem contar nas inúmeras pessoas que se vestiram de azul em homenagem ao cantor, afinal de contas, é sua cor preferida.

As mulheres eram a maioria, mas também havia muitos homens. E muitas, mas muitas câmeras digitais. Todo mundo queria sair daquela noite com uma lembrança, uma imagem do show de Roberto Carlos.

E foram "tantas emoções"... Roberto Carlos entrou com um ar tranquilo e sereno, com cara de quem está apaixonado e que em nada lembra a fase deprimida que viveu por causa do drama da doença e morte de Maria Rita. Cantou seus principais sucessos acompanhado por uma banda de primeira e instrumentos de cordas da Orquestra de São Paulo.

A única coisa que o incomodou de verdade e não deixou a noite ser perfeita foi um problema técnico no fone de ouvido. Em quase todas as músicas, Roberto Carlos tentava ajustar o volume e acabava tirando o fone e cantando sem retorno mesmo, o que, diga-se de passagem, não interferiu em nada a performance e a afinação do cantor. Por causa do problema, ele chegou inclusive a interromper o show por alguns minutos, o que deixou a plateia um pouco ansiosa, gritando "Roberto Carlos, cadê você, eu vim aqui só pra te ver". Ele voltou ao palco sem solucionar o problema no fone e continuou a apresentação sem deixar a peteca cair.

Dentre os momentos mais emocionantes, vale destacar a música "Emoções", que abriu o show em grande estilo e fez o público cantar de pé, "Detalhes", momento em que Roberto Carlos pegou o violão e cantou quase sem acompanhamento da banda, e o pout-pourri da Jovem Guarda, momento mais animado e dançante.

Uma parte do show foi dedicada às músicas românticas, com direito até a uma coreografia mais "sensual" em "Mulher Pequena". Também não faltaram comentários mais nostálgicos relembrando a carreira, e uma homenagem à cidade natal, Cachoeiro do Itapemirim. Para terminar, Roberto Carlos cantou "Como é grande o meu amor por você", "É preciso saber viver" e "Jesus Cristo", a última canção da noite que foi seguida pela já famosa distribuição de flores para a plateia.

Jornal Estado de Minas
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Carmen Augusta
Colaboradora do Splish Splash

Portuguesa eleita Mulher do Ano no Dubai



A história de Maria do Céu da Conceição uma portuguesa de 32 anos, hospedeira da Emirates, uma companhia aérea do Dubai.

FÁTIMA MARIANO

Na primeira visita a Dhaka, capital do Bangladesh, ficou de tal forma impressionada com a pobreza em que as crianças viviam que decidiu fundar uma ONG. Ontem, terça-feira, foi eleita Mulher do Ano, no Dubai.

Foi como que um valente murro no estômago aquilo que Maria do Céu da Conceição, 32 anos, sentiu quando, em Abril de 2003, visitou pela primeira vez Dhaka, capital do Bangladesh. Na companhia de algumas religiosas, conheceu um orfanato e um hospital onde as condições de higiene e salubridade estavam muito aquém dos mínimos a que estamos habituados no Ocidente.

"Senti que aquelas pessoas viviam no inferno. Aquilo que vi e que senti fez-me agradecer tudo o que eu tinha e repensar os meus valores", contou, ontem, ao JN. Reflexão essa que a levou a querer fazer algo para melhorar a vida das crianças dos bairros de lata.

Com a energia que lhe é por todos reconhecida e após o contacto com alguns voluntários locais, em Julho desse mesmo ano fundou o Dhaka Project, uma organização não governamental (ONG) que actualmente apoia 600 crianças e graças à qual, ontem, foi eleita Mulher do Ano 2009 na categoria de Acção Humanitária, pela "Emirates Women Magazine", dos Emirados Árabes Unidos.

Com a voz ainda embargada pela emoção, Maria do Céu sublinhou que valeu a pena tudo aquilo por que passou desde que aceitou o cargo de assistente de bordo na Emirates Airlines, em 2003.

"Nessa altura, eu vivia em Londres e era funcionária administrativa num hospital. O meu namorado de então não gostava que eu não tivesse um horário normal, das 9 às 5, e, por isso, fui ao centro de emprego. Surgiu a vaga e eu agarrei logo esta oportunidade única", recorda, dizendo que, desde então, vive no Dubai e que o namorado, seis meses depois, "se cansou" da sua nova vida.

A primeira viagem em serviço que fez a Dhaka acabou por transformar por completo a sua vida. "Começámos por ajudar 39 crianças, agora já apoiamos 600", disse, orgulhosa, explicando que todas serão acompanhadas pela ONG até completarem os 18 anos. "Só me sentirei completamente realizada quando elas acabarem a universidade", acrescentou.

O Dhaka Project oferece educação, alimentação e cuidados de saúde gratuitos a todas estas crianças. Desde 2007 que é gerido pelo Rural Services Foundation, uma organização local.

Esta não foi a primeira vez que Maria do Céu foi distinguida. Em 2007, venceu a categoria de "Mulheres Excepcionalmente Inovadoras e Criativas" da Rede de Mulheres Inovadoras e Inventoras da União Europeia.

In:jn.sapo.pt
In:voluntariadong.blogspot.com
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Miriamdomar
Colaboradora do Splish Splash

Tim Maia - (1942-1998) - Gostava tanto de você



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Carmen Augusta
Colaboradora do Splish Splash


17/11/09

Programa do Rei


Nesses dois próximos dias, a Globo vai tomar decisões definitivas quanto ao novo especial de Roberto Carlos.

Mas a ideia é aquela mesmo: fazer o programa em cima de um show, que será realizado em São Paulo, fechando as comemorações dos 50 anos de carreira.

Dia 25 de dezembro no ar.

Diário do Grande ABC- Sto André 12/11

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Carmen Augusta
Colaboradora do Splish Splash

Roberto Carlos - Outra vez



Ao percorrer os vários vídeos existentes no Youtube dedicados a “Outra vez”, chamou-me a atenção alguns comentários a respeito. Decidi, então, publicá-los aqui tal qual foram escritos sem lhes acrescentar um ponto ou lhes tirar uma virgula. Por uma questão de princípio, apenas não são incluídos nas mensagens os nomes dos respectivos autores.



'"...das lembranças que eu trago na vida vc é a saudade que eu gosto de ter..."
perfeiito...=D

"vc foi a mentira sincera...brincadeira mais séria que me aconteceu...vc foi o caso mais antigo, o amor mais amigo que me apareceu...' Que pena amor...

Muito linda esta musica!
Não curto Roberto, mas a letra diz tudo o que sinto ou ........
Parabens pelo video..

esta musica me traz lembranças maravilhosas... de uma pessoa que continua sendo a saudade que eu gosto de ter...

Esta musica retrata vc em minha vida Ayslan a letra mostra o que realmente vc foi pra mim vc foi a saudade que eu gosto de ter bjs Taty

Quem já amou verdadeiramente sabe exatamente o que significam as palavras ditas nessa belíssima musica...

DEDICO ESTA CANCION A TI LICAS BORGES

Certas histórias são vivdas,outras são sentidas....e outras são cantadas e eternizadas!! Você foi toda felicidade,você foi a maldade que só me fez bem!"
Te amo Daniel...pra sempre!

Excelente composición de Isolda y enorme interpretación del rey RC en el Maracaná de Río. Gracias.

emocionante! essa musica me faz pensar no meu antigo amor.. parece que foi feita pra mim

eu ainda penso em vc jose paulo todas as tardes de domingos quando nos iamos namorar escondido que saudades,mesmo depois que vc se foi a 31 anos pra eternidade

amo essa música!!!
nunca vai existir uma música com uma letra tão linda e verdadeira...
quem é REI nunca perde a MEGESTADE

hermosa cancion, la primera vez la escuche de roberto carlos en castellano, pero oirla en portugues es sinceramente emocionante, a mis hijos les hice escuchar y ahora es su favorita. desde Perù saludos a Roberto Carlos.

Amei-te tanto...
E fui tão feliz!!!
Nunca te vou eskecer Tino:)

To tentando esquecer até hoje... QUE ESQUECER QUE NADA!!!

Dedico esta musica ao grande amor da minha vida que carinhosamente eu chamava de Erculina, perdoe-me meu amor pela meu orgulho e imaturidade que nao me deixaram valoizar uma amor tao lindo e puro, hoje sinto falta desse amor...mas te perdi...

Que letra linda meu deus.


Semana Lages abriu oficialmente em dois grandes estilos

Teatro Municipal Marajoara em Lages - SC, e o seu estilo art-decó
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Capa do último álbum do maestro Eduardo Lages e o seu estilo eduardolageano


A semana de Lages abriu oficialmente nessa quinta-feira em grande estilo, ou melhor, em dois grandes estilos.

No estilo art-decó, do Teatro Municipal Marajoara com linhas simples e detalhes rebuscados, cuja arquitetura foi inspirada na arte indígena e inaugurada em 1947 como um cinema com capacidade para 520 pessoas e no estilo eduardolageano com o show de Eduardo Lages, maestro da banda de Roberto Carlos.

Um show que lotou o Marajoara e que aqui apresentamos um breve apontamento em vídeo.


15/11/09

The Moody Blues - On The Threshold Of A Dream


Sobre The Moody Blues:

Site Oficial

Wikipédia

01 - In The Beginning



02 - Lovely To See You



03 - Dear Diary

Roberto Carlos e a Canção Misteriosa


Para quem o Rei compôs "Do Fundo do Meu Coração" a música triste que incluiu em seus espetáculos mais recentes?

Por Sheyla Miranda

Roberto Carlos e a atriz Myrian Rios em um baile de Carnaval na década de 1980. Quando o Rei lançou Do Fundo do Meu Coração, o casal ainda estava junto

Nos disputados shows da turnê em que celebra seus 50 anos de carreira, Roberto Carlos faz uma pausa logo após a orquestra do maestro Eduardo Lages executar os últimos acordes de Caminhoneiro. O Rei permanece quieto por uns instantes enquanto o público, principalmente o feminino, teima em quebrar o silêncio: "Robertoooo! Você é tudo!". Num tom de voz mais baixo que o habitual, o intérprete recomeça o espetáculo com uma explicação: "Gostaria de ter escrito somente canções sobre amores bem-sucedidos, mas a vida não é assim. Esta eu compus num momento de muita tensão, a coisa estava realmente brava". Em seguida, apresenta Do Fundo do Meu Coração.

A música, pouco conhecida, descreve o fim dramático de um relacionamento afetivo: "Vi todo o meu orgulho em sua mão/ Deslizar, se espatifar no chão/ Vi o meu amor tratado assim/ Mas basta agora o que você me fez/ Acabe com essa droga de uma vez/ Não volte nunca mais para mim". Quando Roberto termina de cantar, boa parte da plateia se pergunta: para quem, afinal, ele escreveu a letra? O artista, no entanto, esquiva-se de desvendar o mistério.

Feita em parceria com Erasmo Carlos, Do Fundo do Meu Coração integra um dos vários álbuns que levam o nome do Rei, o de 1986. Geralmente, os discos do cantor reúnem o repertório criado ao longo dos dois anos que antecedem a gravação. Tudo indica, portanto, que a composição seja de 1984 ou 1985.

Na época, Roberto ainda estava com a atriz Myrian Rios. Eles se conheceram em 1979 e ficaram juntos até 1989. Sabe-se que, para a então companheira, o Rei fez Símbolo Sexual e outras odes do gênero. Será que também se inspirou nela quando concebeu a música enigmática? O casal teria brigado naquela ocasião?

O cantor, como de hábito, não atendeu aos pedidos de entrevista que BRAVO! lhe enviou. Erasmo tampouco encontrou brecha na agenda para conversar sobre o assunto. E Myrian, que virou apresentadora de programas católicos no rádio e na televisão, preferiu ficar em cima do muro. Por e-mail, não se assumiu como destinatária da canção, mas também não rejeitou enfaticamente a carapuça: "Roberto é o melhor compositor romântico do Brasil. Ele interpreta situações que todos nós vivemos ou vamos viver um dia".

O historiador Paulo Cesar de Araújo - autor de Roberto Carlos em Detalhes, a biografia que a Justiça impediu de circular por solicitação do próprio Rei - manifestou especial interesse pela música enquanto redigia o livro. "Pesquisei muito e cheguei à conclusão de que a letra não se baseia em fatos reais nem condiz com o período bom que o cantor e Myrian atravessavam."

É a primeira vez que Do Fundo do Meu Coração aparece no repertório de uma grande turnê de Roberto. E, de acordo com a produção do artista, deverá continuar no set list até o final da temporada, em dezembro.

Revista Bravo Online
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Carmen Augusta
Colaboradora do Splish Splash


Tudo o que você queria saber sobre Woody Allen


ANDRÉ BARCINSKI
colaboração para a Folha

São muitas as obsessões de Woody Allen: cinema, amor, casamento, traição, adultério, velhice, Ingmar Bergman, Dostoiévski, Marx (Groucho, não Karl), Deus, religião, morte, sexo, sexo e mais sexo. Nenhum cineasta, nos últimos 45 anos, tratou de neuroses, inseguranças e fobias com tanta graça quanto esse hipocondríaco judeu nova-iorquino.

Quem curte as obsessões de Allen terá um prato cheio a partir de quarta-feira, quando começa a retrospectiva A Elegância de Woody Allen no Centro Cultural Banco do Brasil do Rio e de São Paulo, com mais de 40 filmes. Para melhorar, todos serão exibidos em película, o que vai permitir apreciar melhor o trabalho de grandes fotógrafos com quem Allen trabalhou, como Gordon Willis (Coppola), Sven Nykvist (Bergman), Zhao Fei (Zhang Yimou) e Carlo Di Palma (Antonioni).

Assistir aos filmes em ordem cronológica dá uma ideia da trajetória e evolução de Woody Allen como cineasta. O auge se deu a partir da metade dos anos 70, quando dirigiu grandes filmes, como "Noivo Neurótico, Noiva Nervosa" (77), "Manhattan" (79) e "Hannah e Suas Irmãs" (86).

A retrospectiva é uma boa chance também de lembrar as influências cinematográficas de Woody Allen. Da mesma forma que Quentin Tarantino, seus filmes são colchas de retalhos de outros cineastas. "Os Trapaceiros" (2000) é uma versão da clássica comédia italiana "Os Eternos Desconhecidos" (58), de Mario Monicelli; "A Rosa Púrpura do Cairo" é inspirado em "Sherlock Jr." (24), de Buster Keaton.

Mas as duas maiores influências de Allen são mesmo Ingmar Bergman e Federico Fellini. Do sueco, Allen tomou emprestado "Sorrisos de uma Noite de Amor" (no seu "Sonhos Eróticos de Uma Noite de Verão", 82), "Morangos Silvestres" ("Desconstruindo Harry", 97), "Gritos e Sussurros" ("Interiores", 78) e "O Sétimo Selo" ("A Última Noite de Boris Grushenko", 75). De Fellini, "La Strada" ("Poucas e Boas", 99), "Oito e Meio" ("Memórias", 78) e "La Dolce Vita" ("Celebridades", 98).

Nos últimos anos, Allen aproveitou seu prestígio na Europa, onde produziu quatro filmes: "Match Point", "Scoop" e "O Sonho de Cassandra", na Inglaterra, e "Vicky Cristina Barcelona", na Espanha. Há informações de um longa a ser rodado no Rio de Janeiro, em 2011. Enquanto isso não se confirma, Allen voltou a Londres para seu mais recente filme, ainda sem título, estrelado por Anthony Hopkins e Josh Brolin (de "Onde os Fracos Não Têm Vez").

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Woody Allen anuncia título de seu novo filme

da Efe, em Barcelona

"You'll Meet a Tall Dark Stranger" será o título do novo filme do cineasta americano Woody Allen, rodado durante sete semanas em Londres, informou hoje a produtora espanhola Mediapro, que filmou o longa em parceria com a Antena 3 Films.

Os protagonistas do filme, que deve estrear no segundo semestre do ano que vem, são os britânicos Anthony Hopkins e Naomi Watts, o espanhol Antonio Banderas, o americano Josh Brolin e a indiana Freida Pinto.

O longa gira em torno dos membros de uma família, de suas vidas amorosas e das tentativas deles para solucionar seus complicados romances, segundo o comunicado divulgado pela Mediapro.

A previsão é que, depois de "You'll Will Meet a Tall Dark Stranger", a Mediapro produza outros dois filmes dirigidos por Allen.

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Jornal inglês ironiza possível filme de Woody Allen no Rio

da Folha Online

O jornal inglês "The Guardian" ironizou, em seu blog sobre cinema, a oferta de R$ 3 milhões da Prefeitura do Rio para o diretor Woody Allen realizar um de seus filmes na cidade.

O jornal afirma que "o Brasil pode ter conquistado as Olimpíadas de 2016 e uma reputação crescente como potencial superpotência econômica, mas sabe que não pode ser visto como uma nação realmente desenvolvida até que consiga mais uma coisa: um filme neurótico e pouco visto, feito por um senhor de idade com uma fixação pouco saudável na Scarlett Johansson".

Entretanto, acrescenta o "Guardian", se o Brasil for esperto, não oferecerá dinheiro antes de estipular algumas coisas. "Afinal, uma nação extrovertida como o Brasil é realmente o lugar certo para Woody Allen e sua crescente neurose?".

Segundo o periódico, a fórmula só deu certo para captar a essência de uma cidade, no caso Barcelona no filme "Vicky Cristina Barcelona", utilizando-se o recurso da visão do estrangeiro (no filme a atriz Rebecca Hall) sobre as particularidades do país.

"Esta tática pode funcionar também no Brasil, mas será que realmente precisamos tão cedo de outro filme de Woody Allen sobre um americano ansioso observando outra cultura?", indaga o jornal.

A publicação ainda sugere que o Brasil estipule que o próprio Allen atue no filme, "preferencialmente como um dançarino de Carnaval".

Além da Prefeitura do Rio, o estúdio Conspiração Filmes também ofereceu R$ 15 milhões ao diretor norte-americano, para filmagens na cidade.

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Carmen Augusta
Colaboradora do Splish Splash

Joana Pessoa - Quando a Barca Vier




Roberto Carlos comemora 50 anos de carreira com show em BH


Na fila que começou a se formar no Mineirinho, ainda no início da tarde deste sábado (14), difícil era saber quem era o maior fã de Roberto Carlos. Certo é que todos estavam felizes e emocionados com a oportunidade de comemorar os 50 anos de carreira de Roberto Carlos

Cerca de 19 mil fãs estavam presentes no show em comemoração aos 50 anos de carreira do Rei

Na fila que começou a se formar no Mineirinho, ainda no início da tarde deste sábado (14), difícil era saber quem era o maior fã de Roberto Carlos. Se a costureira que saiu de casa às 9 horas e estava aflita à espera da irmã que levaria o ingresso que esqueceu em casa. Se o marido que comprou o ingresso e guardou segredo até a hora de seguir para o ginásio para surpreender a esposa, fã do cantor. Se o casal de deficientes visuais - ela dona de casa, ele camelô - que pegou dinheiro emprestado para comprar ingresso. Se a secretária que tem um porta-retrato do ídolo ao lado da cama. Difícil dizer. Certo é que todos estavam felizes e emocionados com a oportunidade de comemorar os 50 anos de carreira de Roberto Carlos, na turnê que começou dia 19 de abril, em Cachoeiro do Itapemirim (ES), e que já foi aplaudida por 400 mil fãs. Cerca de 19 mil em Belo Horizonte – os cerca de 19 mil ingressos colocados à venda se esgotaram terça-feira (10).

Marcado para 21 horas, o show começou com quase uma hora de atraso. Bom para quem teve dificuldade de chegar ao ginásio por causa do jogo no Mineirão. Inclusive, alguns cruzeirenses compareceram ao show com a camisa do time.

As luzes se apagaram às 21h55. O público foi avisado que não poderia fotografar nem filmar o espetáculo, sob pena de ter a máquina confiscada. O aviso foi solenemente ignorado, como era de se esperar. Depois que algumas imagens (de todos os tempos) do Rei foram exibidas nos telões, o maestro Eduardo Lages entrou em cena para comandar um karaokê gigante, com o público cantando “Como é grande o meu amor por você” e “É preciso saber viver”, ao lado da banda formada por 27 músicos.

Às 22h05 Roberto Carlos apareceu, aplaudido de pé, sob gritos histéricos e muito, muitos flashes. Antes de começar a cantar “Emoções” (Quando eu estou aqui, vivendo esse momento lindo”), suspirou fundo. Depois, agradeceu o carinho e a presença do público. “Queria dizer muitas coisas, mas acho que é melhor dizer cantando”. Deixa para emendar “Além do Horizonte”, “Amor Perfeito”, “Eu Te Amo, Te Amo, Te Amo”, “Detalhes” (ao violão), “Outra Vez”...

Na fila para o setor “cadeira lateral”, o primeiro homem, depois de umas 40 mulheres, era o técnico em patologia clínica Éder Moreira Santiago, 67 anos, acompanhado da esposa Miriam Célia Moreira Reis, 59 anos. Ele conta que queria levá-la a um show do Rei desde que se casaram, há 40 anos. O mais próximo que chegaram disso foi há quase 30 anos, no Parque da Gameleira, mas desistiram porque chovia muito. Há um mês ele resolveu comprar os ingressos para o Mineirinho e guardou segredo. Sexta-feira (13), chamou Miriam para passar o fim de semana em Belo Horizonte – eles moram em Conceição do Mato Dentro. Miriam só soube da surpresa quando chegou ao Mineirinho. Eles nem se preocupavam como roteiro do show. “Só a oportunidade de ver o Roberto Carlos é o mais importante, as músicas (que não estiverem no set list) a gente escuta em casa”, avalia Éder.

Outro marido que não é ciumento é o comerciante Carlos Haroldo Lenzzi, 45 anos. A esposa, a secretária Maria Cristina Gonzales Rocha, 47 anos, tem um porta-retrato com a foto de Roberto Carlos na cabeceira da cama. “Eram três”, conta, resignado. Na verdade, os dois são fãs. Brincam, por exemplo, que escreveram determinadas músicas para Roberto cantar, inspirados um no outro. “Tudo que ele fala é para a gente, todo mundo se identifica com alguma música”, diz Maria Cristina, apostando que essa turnê seria mais emocionante que as outras porque Roberto está feliz. O casal só conseguiu ingressos para arquibancada (R$ 60/cada). “Deus ajudou não ter mais para área vip, porque eu faria uma loucura”, brinca Cristina, lembrando que pelo Rei já foi para porta de hotel e já entrou em fila às 6 horas para show que aconteceria às 22 horas. Cristina conta que é fã de Roberto Carlos desde os sete anos, por influência da mãe, e que sua admiração vai além das músicas. “Tenho admiração pelo ser humano que ele é, pelo carisma, pelo que ele representa”, diz, confessando que há músicas que nem gosta tanto.

Já a aposentada Ana Diniz, 58 anos, gosta de tudo e calcula ter visto pelo menos 15 shows do Rei. Para este, levou lanche, binóculo e faixa para colocar na cabeça. E chegou cedo para garantir um bom lugar na arquibancada, único setor que conseguiu. “Já teve show que vi o vinco da calça dele, de tão perto que fiquei”, conta. Para ela, o momento mais emocionante, sempre, é quando o Rei distribui as rosas brancas e vermelhas para o público.

A costureira Noemi Matos Amorim, 50 anos, é candidata a bater recordes. Ela já foi a 35 shows do Roberto Carlos, em todos compra camiseta e fitinha, todas devidamente guardadas. Para este, ela saiu de casa às 9 horas e foi a primeira a chegar ao Mineirinho. Só que esqueceu o ingresso em casa e passou o dia ligando para a irmã levá-lo. Pouco antes da abertura dos portões, às 19h30, com atraso de meia-hora, aguardava aflita a chegada dela na fila. “Se ela não chegar vou comprar de cambista, mas vai ter que ser de arquibancada porque estão pedindo R$ 700 por um ingresso que custa R$ 120 (para cadeira lateral)”. Noemi conta que assistiu o primeiro show de Roberto Carlos em 1979 no Parque da Gameleira, levada pela mãe, mas por insistência da própria Noemi, então com apenas sete anos.

Apesar de fã também desde criança, a balconista Vilma Lúcia Camilo de Souza, 38 anos, só conseguiu realizar o sonho de vê-lo ao vivo agora. “Há 21 anos sonhei ir a um show, economizei dinheiro, mas meu marido deixou para comprar na última hora e os ingressos esgotaram. Passei as duas horas do show sentada em frente ao Minascentro chorando”, lembra. Por falta de dinheiro, não teve outras oportunidades. Ela que ganha salário de R$ 465 por mês, desembolsou R$ 138 por um ingresso. “Espero que depois de tantos anos esperando seja maravilhoso”, disse, antes de entrar.

Viviane Moreno - Repórter - Hoje em Dia /14/11/2009 23:47

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Carmen Augusta
Colaboradora do Splish Splash

14/11/09

Aos 68 anos, Rei experimenta o auge

Roberto Carlos se emociona a cada show, “não tem como não se emocionar”

Roberto Carlos pode se dar ao luxo de chegar em Belo Horizonte em cima da hora (ele se apresenta, na sexta-feira (13), em um cassino no Uruguai; o repertório é outro, em espanhol) porque está cercado de profissionais experientes. Trabalhando com o Rei há 44 anos, o gerente de produção Genival Barros chegou à capital mineira segunda-feira com três carretas: 70 toneladas de equipamentos. “Vamos deixar prontinho para tudo ser perfeito sábado”, prometeu, antes de seguir para Punta del Leste, ontem.

Responsável pela direção musical e arranjos do espetáculo, o maestro Eduardo Lages trabalha com Roberto Carlos há 31 anos e diz que a escolha do set list nunca foi tarefa simples. “Não é fácil, no bom sentido, porque ele tem muito sucesso, muita coisa boa, o complicado é deixar tantos sucessos de fora, tem sempre alguém que pergunta porque não tocou alguma música. Das mil músicas dele, 100 são sucessos; no show são 18”, diz, acrescentando que eles tentam fazer um rodízio, mas algumas músicas não ficam de fora nunca, como “Emoções” e “Detalhes” (esta última, em número voz e violão).

Outras que entraram nesse espetáculo comemorativo dos 50 anos de carreira não eram tocadas há muitos anos, caso de “Quando”, “A Namoradinha do Amigo Meu” e “Do Fundo do Meu Coração”. O último acréscimo ao set list foi a inédita “A Mulher que Eu Amo”.

Entre os momentos de maior emoção do espetáculo, Eduardo Lages destaca a abertura, com um karaokê gigante de “Como é Grande o Meu Amor Por Você”.

“O protagonista da abertura é o público que canta com a orquestra; o Roberto fica no fundo do palco e já entra bastante emocionado”.

Sim, mesmo depois de 50 anos de estrada, Roberto Carlos se emociona a cada show. “É muita gente, muito carinho, não tem como não se emocionar”. E ainda por muito tempo. “A impressão que tenho é que ele está no auge da carreira, do prestígio, do carinho do público. Aumentou muito o público dele, ele vem se tornando unanimidade; é o maior artista popular de todos os tempos em função de arrebanhar esse povão inteiro, de todas as gerações, classes e raças”.

Quando começou a trabalhar com Roberto Carlos, em 1978, Eduardo Lages tinha 30 anos. “Eu vinha de outro tipo de música, mais MPB, e me deparei com um público de 400 mil pessoas na Esplanada dos Ministérios. Foi ao mesmo tempo um susto e deslumbramento”, lembra. Para o maestro, o Rei é ainda mais profissional hoje que à época. “Acho que ele canta melhor agora, apesar de eu gostar muito das músicas gravadas na época. Ele saiu daquela fase, entrou em fase muito religiosa, parou com as músicas românticas, teve o falecimento da mulher dele, mas nada como o tempo para dar uma mudada, curar feridas. A impressão que tenho, pelas músicas que ele em fazendo, é que ele vai voltar a ter grande sucesso de novo como compositor, e tem tudo para continuar por muitos anos, com muita fertilidade, porque ele é uma pessoa muito sadia, que se cuida, faz ginástica, se alimenta bem, é realizado”.

“Roberto Carlos atravessou o tempo de maneira muito própria, com identidade, se mantendo impecável, com fases de vida, como todo mundo tem, e com uma banda de primeira”, avalia a belo-horizontina Cláudia Schembri, fotógrafa oficial desta turnê.
Nos últimos cinco anos, Cláudia registrou os shows do Rei nos cruzeiros, mas tem se surpreendido com essa turnê.

“O Roberto é rei por direito, as pessoas é que fazem dele um rei”, diz, avaliando que a fotografia explicita muito essa realeza.

Para isso, Cláudia procura fotografar todo o contexto do show, captar detalhes, características de cada cidade visitada.

“A expressão dele é de muita alegria, a emoção transborda durante todo o show e nesse gran finale”, observa, referindo-se ao momento em que o cantor se despede do público distribuindo 12 dúzias de rosas vermelhas e três dúzias brancas.

Viviane Moreno - Repórter - Hoje em Dia
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Carmen Augusta
Colaboradora do Splish Splash

Tantas emoções

Roberto Carlos comemora 50 anos de carreira, neste sábado (14), no Mineirinho; os ingressos estão esgotados

Roberto Carlos chega a Belo Horizonte sábado (14) à tardinha, quase na hora de seguir para o Mineirinho, que estará mais uma vez lotado. Os ingressos para todos os setores (ao todo, 19.138, vendidos entre R$ 30 e R$ 650) estão esgotados desde terça-feira (10). O show integra a turnê “Roberto Carlos 50 Anos de Música”, que estreou em Cachoeiro do Itapemirim (ES) dia 19 de abril, quando o Rei completou 68 anos. Desde então, foi aplaudido por mais de 400 mil fãs.

As comemorações, que integram o projeto Itaú Brasil (que em 2008 homenageou os 50 anos da Bossa Nova), incluem cinco projetos especiais. O primeiro foi o show “Elas Cantam Roberto”, devidamente lançado em CD/DVD, seguido de histórico show no Maracanã para 70 mil pessoas - também todo registrado, apesar de o lançamento em DVD não estar confirmado.

Um parêntesis: na coletiva de lançamento desse projeto, Roberto Carlos disse que lançaria um álbum de inéditas até o fim do ano. Em entrevista ao HOJE EM DIA, o maestro Eduardo Lages, responsável pela direção musical e arranjos do espetáculo, observa que não está nada certo, mas há muitas possibilidades.

“Estamos em estúdio tratando de correr com as coisas, tem várias músicas inéditas. Temos muita coisa gravada, o show do Maracanã, a turnê, está tudo registrado, o complicado é o tanto de material. Estamos num processo de decidir o que lançar, mas está nas mãos dele”. Fecha parêntesis.

Em 2010, acontece ainda o show “Emoções Sertanejas” (confirmado para 27/1) e o “Roberto Carlos Rock Symphony” (previsto para agosto, sem nova data).

Nos dois casos, os locais e os convidados especiais estão sendo definidos; a grande dificuldade é conciliar as agendas de tantas estrelas da música brasileira.

O outro programa especial é a “Expo RC 50 anos”, que promete ser a mais completa mostra já montada no Brasil sobre a trajetória do artista. Com curadoria de Marcello Dantas, poderá ser visitada a partir de janeiro, na Oca do Ibirapuera, em São Paulo.
Depois de percorrer 20 cidades brasileiras, a turnê seguirá para o exterior. De março a julho, Roberto Carlos fará 30 shows em dez países.

O único confirmado é o do aniversário do Rei, comemorando ainda um ano da estreia em Cachoeiro do Itapemirim, desta vez em Nova Iorque.

Viviane Moreno - Repórter - Hoje em Dia
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Carmen Augusta
Colaboradora do Splish Splash